
Como eu venho estudando novos modelos de negócio andei sendo indagada estes dias sobre este novo modelo que a Coca-Cola divulgou na Adverising Age estar implementando. Ele consiste numa remuneração por performance das agências que trabalham com a marca segundo o qual apenas reembolsa os custos às agências caso elas não alcancem uma determinada meta mas, em contrapartida, oferece margens de lucro de até 30% caso o trabalho supere as metas.
Em fevereiro deste ano a Anheuser-Busch Inbev anunciou que deixaria de trabalhar com retainer-fee para trabalhar com remuneração por projetos (vejam aqui a matéria do Adage).
Estes movimentos de grandes anunciantes fizeram com que pipocassem um monte de tweets e emails pra mim perguntando sobre isso. Se eu acho que isso iria abalar estruturalmente o mercado das agências, de como eu via isso. Aà resolvi fazer este post.
Sem dúvida acho que a pressão de grandes anunciantes catalisa e acelera um processo de mudança que vem acontecendo no mercado de busca de novos modelos e de novos formatos de comunicação que tenham relevância e consigam dialogar com os consumidores.
Acredito muito fortemente que o que está mudando não são apenas os modelos de remuneração mas os produtos e serviços que as agências e outras empresas de comunicação oferecem. E isso já está acontecendo. Em maior ou menor escala em todas as agências e empresas de comunicação. As demandas dos anunciantes não são as mesmas. Nem tampouco a dos consumidores. Basta dar uma olhadinha nos briefings e na lista de projetos em andamento… precisamos é nos preparar para lidar com isso, aprender a precificar, entender que o modelo está mudando e que o novo não necessariamente substitui mas coexiste (e coexistirá talvez por um bom tempo) com tudo aquilo que a gente conhece.