A Nike lançou no último dia 30 o seu sistema Nike+ Kinect Training. O programa criado em parceria com a AKQA custa US$ 49,99 e tem como objetivo ajudar a colocar as pessoas em forma.

Usando o Kinect, o game consegue ver como o corpo se move, avaliar a força física e a capacidade atlética, identificar áreas de melhoria e criar um plano de treino personalizado sob medida para cada pessoa. As pessoas recebem avaliações mensais e podem ‘malhar com amigos’ através do Xbox Live. Confiram detalhes no site e no vídeo abaixo:

Como parte do Pedal Minnesota, uma iniciativa para promover o ciclismo e o uso da bicicleta no cotidiano do estado, a agência Colle + McVoy criou uma série de iniciativas interessantes. Entre elas a transformação de abrigos de ônibus em estações de cuidados com a bicicleta, com ferramentas, suportes e um compressor de ar elétricos. Mecânicos de bicicletas fazem ponto nestes locais aos finais de semana para ajudar com os reparos. A campanha é complementada ainda com peças de mídia exterior, um site e o filme que vocês conferem abaixo:

É bem interessante o projeto de economia de energia da agência W+K de Londres. A proposta é reduzir o consumo da agência e, com a economia gerada, iluminar a vida de crianças em uma escola no Quênia. A meta é reduzir o consumo de energia do escritório  em até 10% ao longo do ano, poupando dinheiro suficiente para acender quatro salas de aula e uma cozinha na escola com painéis solares (em parceria com a ONG SolarAid).


O projeto também tem um gatilho interessante para a mobilização das pessoas através de um apelo de norma social (como alguns cases que foram mencionados no TEDxAM este ano). Os descansos de tela mostram aos empregados quanto de energia eles estão usando em tempo real. Leiam mais sobre o projeto aqui.

A agência Akestam Holst lançou o Emotions Barometer, um site que mede a temperatura emocional do país como um projeto para a Folksam, uma das maiores empresas de seguros da Suécia. O site apresenta um jogo de 20 perguntas para o visitante e traduz essa informação em emoções, representando todo o país. Ele também fornece aos usuários uma ideia de outras pessoas que compartilham suas paixões, assim como links para suas áreas de interesse. O projeto é bacana mas parece muito com o Emotional Cities, mais bem resolvido na minha opinião.

Vou começar a falar um pouco das coisas que eu curti no TEDxAmazônia (#TEDxAM) e aproveitar para inaugurar aqui no blog a seção “Boas Ideias“. O post inaugural é sobre o Demos Helsinki, um coletivo finlandês que congrega oito pensadores e que tem como objetivo criar um modelo de democracia onde a felicidade ocupa papel central na agenda dos governos. Eles lançaram em parceria com o WWF um manifesto intitulado “A Política da Felicidade” que explica um pouco da proposta (e que você pode baixar aqui em inglês).

Aqui no SlideShare vocês podem ver a palestra que eles deram no TEDxAM onde sugerem que o Brasil trabalhe para se tornar uma super potência da felicidade.

O interessante do Demos Helsinki é que eles estruturam/fundamentam o pensamento a partir de uma série de pesquisas mas dão recomendações e sugestões extremamente práticas. E que fazem muito sentido. No “The Politics of Happiness” pontuam muito fortemente que a felicidade não é um estado de espírito e sim um processo e uma construção coletiva. Falam de como eliminar os muros que separam as pessoas (em espaços públicos, salas de aula) e de como motivá-las a cultivar sua própria felicidade (e a do outro).  E entre as suas propostas estão a criação de um fundo nacional de tempo que daria feriado àqueles que doassem trabalho cívico, a busca do design criativo de espaços públicos, a priorização do trabalho coletivo na educação, a não circulação de carros em áreas em que circulam crianças, entre outros.

Quem gostar do assunto pode se aprofundar também inclusive em algumas leituras e nas discussões que já rolam no Brasil. Uma que me parece interessante é a do FIB (Felicidade Interna Bruta), um experimento que aconteceu no Butão nos anos 70 e que vem sendo expandido para outros países, entre eles o nosso (leia aqui e aqui). E uma iniciativa que acho que vale olhar é a do IRBEM, aqui em São Paulo. No documento do Demos Helsinki com o WWF tem uma série de referências internacionais bacanas e que valem a pena nas páginas 26 e 27.

Olhando o que temos hoje diria que ainda tem um longo caminho pela frente mas talvez hajam atalhos. Sempre é um bom dia para começar e transformar.