No próximo domingo, dia 5, teremos o Super Bowl, a partida final do futebol americano e a maior audiência da TV norte-americana (este ano estimada para 110 milhões de pessoas). O Super Bowl é sempre um campo de inovação no terreno da publicidade. Seja do ponto de vista de criação, seja do ponto de vista da forma. Este ano parece que a grande tendência será o Second Screen. Para quem não está familiarizado com o termo, second screen é quando um aparelho eletrônico (como um tablet ou um smartphone) são usados para interagir com o espectador da TV e com o conteúdo que ele está consumindo. A segunda tela é que faz a interação. Os anunciantes estimam que neste ano 60% dos espectadores farão uso do celular ou de um tablet durante a partida.

Várias ações de marca estão sendo programadas para acontecerem usando duas telas (TV+tablet/ TV+smartphone). Este é o caso da Chevy, que criou uma promo que funciona quando a pessoa assiste ao comercial com um tablet ou smartphone com Android ou iOS, tendo baixado o app Chevy Game Time, cujo trailer vocês conferem abaixo:

A Coca-Cola está preparando uma atividade bastante imersiva pautada no mesmo conceito.   Os ursos devem torcer cada um para um dos times e fazer comentários ao vivo durante as partidas. A equipe da Wieden+Kennedy tem trabalhado para levantar possíveis cenários de jogo e prever falas e comentários.

Os comentários online dos ursos no www.cokepolarbowl.com terão um delay de 4-7 segundos mas no celular, em função da latência do streaming que gira em torno de 40 segundos, os conteúdos serão diferentes (comentários de fãs, fotos). Usando controles de XBox hackeados os criativos da agência darão vida aos ursos no dia do jogo (e já vem treinando diferentes manobras). Vale ficar de olho. Os ursos vão comentar também o show do intervalo e os comerciais dos breaks. Confiram abaixo um dos teasers da campanha protagonizada pelos ursos:

No ano passado o Vail Resort lançou o EpicMix, uma ferramenta de social skiing/boarding baseada na tecnologia RFID. As pessoas recebiam um adesivo com um código assim que subiam na montanha e conseguiam ter acesso a suas métricas (velocidade, altitude…) em um aplicativo. Este ano a tecnologia foi expandida e o fotógrafo oficial da montanha tira fotos e ao escanear o código da etiqueta de cada pessoa já sobre para a rede social de um jeito inteligente, de modo que cada pessoa tenha em sua página personalizada do aplicativo as suas fotos e de seus amigos. Confiram detalhes no vídeo abaixo:

Confiram abaixo um demo do projeto criado pela Crispin, Porter + Bogusky para a marca Jell-O da Kraft. Trata-se de um sampling feito através de uma máquina com reconhecimento facial que só libera uma amostra da sobremesa para adultos Temptation depois de verificar que se trata de um adulto. A máquina foi colocada no Shedd Aquarium,  em Chicago, um lugar onde chamou a atenção de centenas de crianças que tiveram a sobremesa negada e chamaram a atenção dos pais para o assunto.

Muito legal este projeto criado pela Goodby, Silverstein & Partners para a Chevrolet que criou uma projeção em 3D com componentes de game no Hollywood Boulevard na fachada do Roosevelt Hotel. As pessoas podiam tentar ganhar um Chevy Sonic 2012, produtos Burton e outros prêmios. Confiram abaixo um vídeo que documentou a ação:

A varejista JC Penney criou nos EUA um mecanismo para que as pessoas possam criar mensagens personalizadas digitais para seus presentes usando a tecnologia QR Code. A proposta é substituir o cartão escrito por uma mensagem gravada. Funciona assim: a cada compra a pessoa recebe um QR code adesivo impresso em uma cartelinha. Aí escaneia o código e recebem uma ligação, deixando a mensagem depois do bip. Aí simplesmente cola o adesivo do QR code no presente e quem ganhar escaneia com um smartphone para ouvir a mensagem. Confiram o site da ação e o vídeo abaixo:

Confiram abaixo o que a varejista Saks Fifth Avenue preparou para a sua fachada de Natal neste ano de 2011. A Iris Worldwide criou para a marca a maior experiência de video mapping do mundo. A projeção de flocos de neve e bolhas de sabão em 3D está ainda mais impressionante e acontece todos os dias, por 5 horas, até o dia 6 de janeiro.

Super interessante este case para a IKEA criado na Noruega para divulgar uma nova linha de sofás. Eles pegaram o site que concentra a maior parte dos negócios online de imóveis e fizeram uma parceria com os proprietários que estavam vendendo suas casas e apartamentos.

Colocaram o sofá da IKEA em suas salas, valorizando o ambiente e ao mesmo tempo mostrando para as pessoas como ele poderia ficar legal nas suas casas. Mas o diferente não para por aí: eles usaram o espaço de mídia da IKEA em mídia exterior e mídia impressa para divulgar as casas à venda. O projeto ficou super popular e ganhou muita mídia espontânea. Além disso ajudou a IKEA a vender 20% mais sofás e tornou o Tidafors, modelo de sofá da campanha, o 4º mais vendido da rede. Confiram abaixo o vídeo que conta em detalhes o case:

Assim como a Nike tornou o hábito de correr algo social, a BBH, através da sua empresa ZAG, que cria e vende novas marcas, quer tornar o hábito de aprender e tocar piano algo mais social também. Para isso desenvolveu uma didática e uma plataforma para o aprendizado a distância. Quem comanda tudo é David Sides, um músico auto didata com mais de 159 milhões de You Tube views. Por trás dele está a desenvolvedora de software Rain e dois professores doutores da New York University que também são fundadores do Consortium for Research and Evaluation of Advanced Technologies in Education (CREATE).

No programa Playground Sessions as pessoas aprendem a tocar piano através de hits de sucesso (Jackson 5, Aerosmith, Beyoncé) e de uma metodologia que envolve visualização de erros e acertos em uma interface gráfica e ferramentas de compartilhamento em redes sociais (como You Tube, Facebook e Twitter). O programa com 27 lições interativas e um pacote com 3 músicas a escolha do aluno custa US$ 149.  Tudo o que a pessoa precisa é PC ou Mac com um teclado USB ou com conexão MIDI. Eles também devem ganhar bem na cauda longa: cada música adicional custa US$ 6 e já tem um montão. A previsão é que sejam lançadas mais ao longo do tempo (dentro do modelo de sucesso das franquias Guitar Hero e Rock Band).

As aulas têm um quê de gamification também com o destravamento de badges e de músicas mais sofisticadas para usuários mais avançados. Confiram abaixo o vídeo que apresenta o projeto e lança o desafio de aprender a tocar piano em 30 dias. Vale também explorar o site.

Usar as mídias sociais para gerar envolvimento e participação com as marcas do mundo real é uma ideia boa mas nem sempre bem executada. A agência Achtung! criou uma ação bem bacana para a Volkswagen da Holanda. A proposta é que os fãs da marca se reúnam para escolher um modelo para reeditar em seu layout original, se Fusca ou Kombi: o que receber 20 mil votos primeiro será a base para a plataforma de carro mais social e interativo que já se viu.

Para começar, o modelo escolhido será pintado nas cores do Facebook, azul e branco. Depois terá um monte de recursos diferentes: dará “Poke” (cutucão) ao pressionar a buzina, o controle de privacidade será feito ao abrir e fechar a cortina da janela, o status de relacionamento será mostrado na placa e ainda será possível imprimir o wall e o feed de notícias do usuário ali mesmo no painel. Muitas outras surpresas estão previstas mas ainda não foram reveladas -- tem uns teasers envolvendo recursos para adicionar amigos e postar fotos. E o melhor: um fã que participar da brincadeira será sorteado e levará o modelo.

Pela diferença no percentual dos votos (75% vs 25%) tudo leva a crer que o carro base será a Kombi. E o vídeo também já dava pistas de que ele seria o carro que receberia melhor as customizações (o Fusca por exemplo não teria a cortina e teria menos espaço no painel). Enfim, é aguardar um pouco. Confiram aqui a página do projeto e abaixo o vídeo:

Bastante conceitual e interessante a ação criada pela McCann Lowe da Bélgica (para quem está estranhando sim, a Interpublic fez isso mesmo, resolveu unir as duas agências). Para promover o utilitário de carga Opel Movano, que tem grande capacidade de carga (3,5 toneladas) a agência resolveu usar os banners da marca para transportar os arquivos das pessoas (de até 2Gb). A mecânica é muito similar ao do We Transfer, You Send It e similares: a pessoa sobe o arquivo e recebe um link para que o destinatário possa fazer o download.

A ideia é muito boa. Fico em dúvida em relação à pertinência da ação. Não sei se na Bélgica o público que compra esse tipo de veículo é o mesmo que tem por hábito transferir arquivos por esse tipo de serviço. Desconfio que não seja exatamente… Confiram abaixo o video-case que fala em 6 mil arquivos transferidos via banners.

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