
Assim como o Marcelo Tripoli, eu também tive o privilégio de participar do TEDxSP, ao lado de alguns companheiros aqui do UoD, de algumas outras pessoas que eu conhecia e outras interessantes que eu tive a oportunidade de conhecer lá. Gente de comunicação, de moda, ambientalistas, empreendedores, jornalistas, e representantes de diferentes instituições, incluindo algumas (para mim) surpreendentes, como o exército brasileiro. Sim, com um crachá (propositalmente) gigante, as pessoas tinham facilidade de puxar papo. E foi o que fiz, sentando em diferentes lugares em cada um dos blocos, com novos vizinhos.
O evento, como o Tripoli descreveu, foi impecável do ponto de vista de organização. Com direito a almoço e coffee breaks bem produzidos, sinal wi-fi forte e aberto, uma cenografia de ponta, uma cobertura incrível (que deve render vídeos bem produzidos para serem compartilhados em breve),: banquinhos em papelão reciclado (tão lindinhos que todo mundo queria levar pra casa) e boas atrações musicais. E, para quem não sabe, foi totalmente gratuito para os seus participantes graças ao trabalho voluntário de um grupo de apaixonados pelo TED que captou recursos e angariou parceiros para colocar de pé este evento de alto nível.
Um alto nível que transcende (em muito) estes cuidados de organização. A curadoria dos palestrantes foi formidável. Fomos bombardeados pelos 5 a 15 minutos de papo de muita gente que faz a diferença em seus setores de atividade e que já dá contribuições efetivas. Estes palestrantes ajudaram a responder a pergunta “O que o Brasil tem a oferecer ao mundo agora?”. E fizeram isso não só a partir dos exemplos daquilo que fazem (e é inspirador) como por pontos de vista sobre como podemos fazer mais. E este é o grande barato do TED. Um evento que não se encerra em um dia. Uma comunidade que pulsa e pensa, se articula em volta dos assuntos de interesse.
Muita gente que se interessou não conseguiu estar lá. Era impossível acolher tanta gente. Mas as palestras já começam a subir em vídeo. O Cris Dias fez um trabalho super legal de cobertura: em tempo real (vários vídeos já foram colocados no posterous do B#9). Vale conferir. E a organização deve subir tudo em alta qualidade de som e imagem para quem quiser esperar um pouco mais. O Twitter também “bombou” – vale ver o log dos comentários rodando uma busca.
Difícil eleger os speeches que mais falaram alto pois a somatória de todos eles oferece uma rica perspectiva. Mesmo os palestrantes menos articulados eram porta-vozes de projetos incríveis. Acho que vale, com calma, assistir a todos eles. Entre as palestras-surpresa, que não constavam no catálogo, uma das mais interessantes foi a do “Vote na Web“, projeto sobre o qual dedicarei um outro post. As outras foram a de Argus Caruso, que deu a volta ao mundo de bicicleta e a de Ana Paula Giorgi que faz um projeto bem interessante de análise de dados que permite a priorização de investimentos na preservação de espécies em florestas tropicais como parte do seu trabalho e sua pesquisa no departamento de geografia da UCLA.
Espero muito sinceramente que o evento se repita e, mais do que isso, que a comunidade vibre muito e inicie projetos e novas iniciativas neste meio tempo.