A Apple revelou hoje o seu novo device, que considera uma terceira categoria de produto que ficaria entre um iPhone e um notebook, disputando em relevância com os netbooks e acabando com a festa do Kindle e os outros e-books.

Para não canibalizar os demais produtos carro-chefe da Apple, ele não tem a função de telefone nem webcam. Mas promete uma navegação rápida (via WiFi ou 3G). Tem iTunes e App Store com uma quantidade significativa de aplicativos (140 mil já no lançamento, incluindo um criado especialmente pela Apple para o NY Times que já vem “residente”). Os aplicativos comprados para o IPod Touch  para o IPhone aparentemente funcionam nele também.Vem com um leitor de livros (iBooks) e com uma versão nova do iWorks, com Keynote, Numbers e Pages adaptados para a nova plataforma, além do Safari, iCal, Contacts, Photos, Mail, Maps, Notes e, assim como já rolava no iPhone e no IPod Touch, seu player de vídeo tem suporte para You Tube. Como acessórios, já tem um dock com um teclado. E devem vir mais coisas por aí.

Ele é multi-touch, pesa cerca de 700 gramas, vem com 1Ghz Apple A4 chip e a tela é de 9.7 polegadas. O teclado tem um tamanho quase normal e a bateria supostamente dura 10 horas assistindo vídeos ou um mês em stand by. Os preços começam em US$ 499 (16GB sem 3G) e vão até US$ 829 (64 Gb e 3G). Está prevista uma versão internacional.

Um ponto frágil, além da ausência da câmera (para tirar fotos e fazer chamadas de vídeo via Skype ou iChat), é não permitir multi-tarefa (não dá para ouvir música enquanto escreve um email, o que pode até o momento ser considerado OK para um celular mas não para esta proposta). A conectividade é outro ponto estranho. Ele posssui super poucas entradas (não tem USB ou saída HDMI) e os adaptadores são grandes e feios. Também não suporta flash. Mas até aí, se a proposta de uso for bacana, certamente as novas versões do iPad virão melhores nestes aspectos (e não tardarão a aparecer).

Eu diria que a brincadeira apenas começou. Iremos conhecer muito melhor daqui para frente os aplicativos, as parcerias e as funcionalidades do produto. Alguns bons fornecedores de conteúdo foram “amarrados”: o NYT, as editoras Penguin Books, Harper Collins, Simon & Schuster, MacMillan e Hachette. Acho que falta gente aí, especialmente no campo das revistas.

O conteúdo disponível pode ser um determinante para o sucesso da plataforma, por isso é bom ficar de olho. A indústria de games está acreditando na plataforma. A EA mostrou uma versão do Need for Speed rodando no iPad durante a apresentação de Jobs. Vale assistir abaixo o vídeo de apresentação do produto e dar uma passadinha no Gizmodo (que mais uma vez fez uma boa cobertura com detalhes e fotos) e, é claro, no site da Apple.