11 February 2009
Target: Alexander McQueen

Acaba de sair o comercial da campanha que apresenta a coleção, com pegada roqueira e retrÔ, que Alexander McQueen desenhou em parceria com a varejista Target. A coleção, que será lançada no próximo dia 4 de março, inclui peças a partir de US$ 14.99. O site já está no ar (embora ainda informe muito pouco).
O comercial que apresenta a parceria e a coleção foi dirigido por Adria Petty da Harvest Films e tem como trilha a banda de brit rock Duke Spirit. A vocalista da banda, Leila Moss, também aparecerá como garota-propaganda da coleção.
Interessante é que as bonecas Blythe serviram não só de inspiração para o comercial como também de modelo para o estilista (vejam aqui fotos do site nitrolicious). Será que a Target vai comercializar os modelitos para as bonecas também ? Isto sim seria diferente !
Seja como for, o lançamento terá um preview. As novaiorquinas poderão ver e comprar em primeira mão as peças da nova coleção nos dias 14 e 15 de fevereiro (próximo final de semana) numa pop up store intitulada Target McQ Market. Anota aí o endereço: St. John’s Center, 330 West Street at West Houston Street, New York, NY 10013.
2 Comments currently posted.
Danilo Idman says:
Paula Rizzo says:
Danilo, são muitas as iniciativas desta natureza num âmbito global. Acho que cada uma merece ser avaliada em suas especificidades.
Mas, em linhas gerais, me parece que para os compradores das verdadeiras griffes fica sempre muito explícito que estas são coleções acessíveis e totalmente diferentes das que os estilistas têm nas suas próprias lojas, ou seja, não tem muito o que confundir e não vai ser isso que vai abalar sua percepção de prestígio e glamour. Para os estilistas deve valer a pena não só comercialmente como também por ser uma forma de dar acesso à (sua) moda para um outro target. Se eu fosse estilista ou detentora de uma marca de luxo, tomaria o cuidado de associar o projeto a uma causa, uma iniciativa social ou alguma coisa que faça sentido em larga escala. E /ou desenvolveria acessórios acessíveis a qualquer um (como os band-aids fashion de A’H e Marc Jacobs). Podem ser os band-aids mais caros do mundo mas, ainda assim, são acessíveis à maior parte das pessoas.
Gosto por exemplo dos conceitos da H&M com Madonna e TopShop com Kate Moss. Elas não são estilistas mas ajudaram a desenhar coleções e assinaram com o seu nome. Em ambos os casos com muito sucesso.
Obrigada pelo comentário e pelo convite à reflexão.
Abs,
Paula



Até que ponto é lucrativo para uma marca da alta costura ter sua imagem associada ao mercado varejista?
Claro que o numero de peças vendidas é infinitamente maior, mas e a questão do status e luxo, que na maioria dos casos é o único valor a ser percebido pelo cliente? Como fica?
No Brasil temos exemplos ruins, como o de Fause Haten com C&A, assim como exemplos de sucesso como Herchcovitch para a Cori.